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Eu te amo

21 de dezembro de 2011 por Marina Lemos

Categoria(s): Destaques, Papo Jovem, Sentido da Vida

É engraçado quando paramos para pensar o que seria o amor, não é mesmo? Digo isso porque hoje em dia ele parece ser um sentimento banalizado de maneira que é mais dito o “Eu te amo” do que o próprio “Bom dia”.

A sociedade está cada vez mais conectada, mais ligada um nos outros, as relações entre as pessoas são mais rápidas, tudo é muito mais rápido do que antigamente, e nisso os sentimentos também estão se tornando alvo dessa velocidade sem fim.

Outro fator importante de frisar é justamente que o número de amigos que uma pessoa tem é bem mais alto em relação ao que nossos pais têm, por exemplo. Essa necessidade de estar rodeado de pessoas e a velocidade dos sentimentos, acaba por então vulgarizar um sentimento tão nobre como o amor. Mas será que tudo isso está errado?

Se pensarmos o que é o amor, poderíamos citar várias frases clichês como: “amar é aceitar os erros do outro”, ou “amor é cuidar do outro, sem cobrar nada em troca”. Não que essas definições estejam erradas, muito pelo contrário, realmente o amor deve ser tudo isso. Porém a abrangência desse sentimento é tão maior, pela qual é difícil saber se realmente sabemos ou não amar, ou o que seria então esse tal amor.

O amor materno é fácil de usar como exemplo: a mãe está sempre ali pelo seu filho, não quer nada em troca, não julga, aceita os erros, fica infeliz quando o filho está infeliz, fica feliz com as vitórias dele, luta por ele. Esse é um amor puro, um amor verdadeiro.

No entanto, se excluirmos a relação mãe e filho, fica complicado conseguirmos distinguir se realmente amamos alguém. Até porque, racionalmente falando, suportar as dificuldades juntos pode ser amizade, ou força de vontade conjunta. Cuidar do outro pode ser simplesmente carinho. Aceitar os erros do outro, pode ser apenas compreensão. Logo, o amor seria uma união de todos os sentimentos, e um sentimento maior que todos?

Segundo o dicionário Brasileiro Aurélio, o amor é um sentimento que impele as pessoas para o que se lhes afigura belo, digno ou grandioso, como uma grande afeição de uma a outra pessoa de sexo contrário, ou até mesmo como uma tendência ou instinto que aproxima os animais para a reprodução, sendo então um desejo sexual.

Não se pode dizer que é um equívoco dizer que o amor é um desejo sexual, uma vez que um homem e uma mulher, juntos acabam gerando um filho lindo, sendo o seu maior amor.
Amor, então, seria tudo aquilo que faz bem a você e aqueles que estão ao seu redor. Amor é aprender a lidar com as diferenças sim, mas ao mesmo tempo querer melhorar-se para o outro e para si mesmo.

É não querer ver o seu amor triste; é fazer de tudo para que ele sempre esteja feliz. É ficar anos sem se falar, e quando se veem, o sentimento é o mesmo, a saudade é maior, o choro é incontrolável, é o querer bem, é o querer por perto, mas não que este seja preso a você, mas sim que ele seja livre e volte quando quiser. O amor é algo leve, tranquilo, é natural, é algo que une todos os sentimentos positivos em um só.

Por isso o estranhamento em ver a pessoa dizendo o “Eu te amo” para cada pessoa que passa na sua vida. É claro que se pode amar mais de uma pessoa na vida. Na realidade, podemos amar muitas pessoas durante a nossa vida, porém a qualidade deste amor é que entra em jogo. É o amor verdadeiro e natural que estamos falando, o sem cobranças e carências.

Um amor que ainda não estamos habituados a sentir. Nosso amor ainda é muito duro, ciumento, possessivo, mas talvez com tantos amores por aí, quem sabe não aprendemos realmente a amar. Talvez a sociedade, esteja caminhando em passos largos para sentir o tal do amor, até porque já estamos cansados de tantas guerras e violências, afinal está mais do que na hora de darmos um basta a isso tudo. Então, fica a sugestão, ame, ame muitos, ame aos poucos, ame de verdade, mas jamais deixe de amar.

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