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Londres

31 de janeiro de 2012 por Equipe Übersite

Categoria(s): Destaques, O parto pelo mundo, Sentido da Vida

Em Londres conheci e entrevistei algumas pessoas chaves no movimento pela humanização do parto como Janet Balaskas e Michel Odent. Hoje falarei sobre o encontro com Janet Balaskas e da sua influência na mudança do modelo de parto na Inglaterra.

Ainda não havia estado com Janet pessoalmente, mas a conhecia por sua incrível jornada como ativista do Parto Ativo, por seu livro que me inspirou muito e que não poderia ter outro nome: Parto Ativo.

Com o rápido avanço da obstetrícia durante os últimos 300 anos, muitas mulheres perderam a conexão com seu poder de parir. O termo Parto Ativo surgiu para contrastar com o termo condução ativa do trabalho de parto e parto, onde o profissional faz essa condução ativa. “É a mulher que tem que ser ativa, o parto pertence a mulher, ela tem instintos e o seu corpo sabe o que fazer e como fazer!”, diz Janet.

O Parto Ativo é uma mudança de postura frente ao parto, ao invés de a gestante estar deitada na cama passiva esperando que alguém faça seu parto, ela está ativa,  tem liberdade de movimento e de escolher onde e como ela quer ter seu bebê!

Há 30 anos as maternidades Inglesas ofereciam o modelo de parto ocidental e medicalizado. A liberdade de movimento e a adoção de posições ativas – cócoras, de quatro, joelhos, em pé – estavam sendo negadas às gestantes durante o trabalho de parto e parto. As mulheres eram submetidas às regras da maternidade.

Como resultado Janet publicou o ‘Manifesto pelo Parto ativo’ que inspirou o movimento do parto ativo. Abril de 1982 foi marcado por uma manifestação, conhecida como “Birthrights Rally” ou Reunião pelos direitos relacionados ao parto. Cerca de 6000 pessoas se juntaram no centro de Londres para protestar contra os hospitais que estavam negando o direito de um parto ativo.

Esse movimento histórico marcou a mudança de atitude dos hospitais, que desde então estão abertos as mulheres que querem ter um parto ativo. Hoje o país possui um dos melhores modelos do mundo de parto centrados na mulher.

Como parte do Sistema Nacional de Saúde (NHS), que é gratuito,  a mulher tem a opção de escolher dar à luz em casa, em casa de parto ou no hospital. O pré-natal é geralmente realizado pelas obstetrizes (parteiras profissionais), mais conhecidas como Midwife no exterior. Se for uma gestação de alto risco ela é encaminhada para o médico obstetra, senão continua sendo cuidada pela obstetriz durante toda a gestação, parto e pós-parto. No caso do parto em casa a mulher tem continuidade de cuidado com a mesma obstetriz durante a gestação, o parto e o pós-parto. Se ela optar pelo parto no hospital ela será cuidada pela obstetriz que estiver de plantão. As obstetrizes fazem visitas  pós-parto até 8 semanas, sendo cobertas pelo NHS, auxiliando com amamentação, cuidados com o bebê, exames, esclarecendo dúvidas e prevenindo complicações.

O índice de cesariana é de 24,8%, considerado acima do recomendado pela Organização Mundial de Saúde, mas ainda assim muito mais baixo que em muitos países, como o Brasil que possui uma taxa de 52%, sendo que no setor privado o índice aumenta para 82%.  O índice de mortalidade materna (2008) é de 12 por 100.000 e o índice de mortalidade neonatal (2008) é de 3.2 por 1000 nascidos vivos. O índice de parto domiciliar é de 2,69%.

Este é um belo e real exemplo de que a mudança de modelo a assistência ao parto é possível.

Confira o vídeo sobre o modelo de parto na Inglaterra abaixo.

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Há 8 comentários para “Londres”

  1. Ferlaisa disse:

    Ahhh I love this story. Change is possible.

  2. kleber disse:

    Não sei, não vou revelar o jornal brasileiro, a tv pública do governo, etc, nos quais ficquei sabendo me informando de que os partos “programados”, isto é, cesarianas eram “recomendadas”, para beneficio da mulher que terá o seu bebêzinho, que não sentirá dor, que “convêm” aos médicos, no sentido de que podem maximizar o lucro com tais partos, manejar uma programação para que a medicina use coisas pra não-dor de dar a luz. Ou seja, preencher a programação de tal forma que o dinheiro que entra seja o mais amplo poissível, segundo uma panilha que não tenha espaço vazio do partejar, parturiar, partejamento, ou seja, no popular, papo- reto, cada um no seu cada qual, somos induzidos a não parir o mundo naturalmente, humanamente, bichamente, Por quê? Ora, se vc quiser orar, mas a maioria das pessoas do mundo são antiéticas, subhumanas, leva-e-traz, corruptor e coruupto, são más pelo simplis fato de que poder, prestígio, sexo, se usados contra sua natureza original, serão afrodisíacos? Como separar o joio do trigo? Como se apaixonar amorosa e sexualmente por um criminoso? Como se apaixonar amorosa e sexualmente por um psicopata? Um canalha. Para onde parto pra meu parto de minha mulher ser não-invasivo? Hora, já vi um parto normal, natural, corriqueiro, e não po isso sem o seu valor, em que a mulher adulta de cor de pele negra, morde sua linguinha, tipo: por que a gente morde a lingua da gente sem se machucar? Que nem cachorrinho que morde molinho, e o bebezinha da mulher saiu pela sua vagina, do seu útero, por um buraquinho que nem eu acreditei. Li isso no jornal impresso, vi isso numa tv governamental, sei disso, ninguém me contou. Dor nula no parto dessa grande mulher que preferiu o parto normal, natural, saudável. Parece que o número de cesarianas têm crescido neste nosso Brasil. Pelos fatos acima citados. Salvo engano, pra o seu beneplácito, o meu, o seu, deles/delas tudo pode ter mudado. Quando a gente denuncia com extremo cuidaddo, denuncia responsavelmente, não usa da força militar que temos dentro da gente a nos constrangir/constranger, falhar/ser achacado, achacada, humilhado, sem chance de defesa mínima de não sentir vergonha, resistir ao que não é resistivel, achar que vai se render mas ouvir Marina Lima cantar: ” ….acho que vou resistir …” dá um banho de ducha fria nesse inferno dantiano de sofrimento. Abaixo César, upgrate/upgrade ao parto sem corte na barriga, ao longo da parte inferior do tórax até um pouco abaixo do pescoço. Viva o parto vagino-supernatural!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!.

  3. Binky disse:

    I live in London and had my first child in 2008. My midwife at the time never mentioned the option for a home birth, it was either at the hospital or if I wanted a birthing pool, then a designated pregnancy/labour centre. I opted for a home birth as I knew this would be the place where I would feel more comfortable and relaxed. I had no medical problems and the pregnancy was fine so I thought the risk would be minimal. When I asked for a home birth I was quite shocked that my midwife was not aware on the procedure for this. She had to get advice from her senior in order to approve that this was ok for me.

    During the whole planning of my labour, I got a lot of wrong information and I was uncertain on what my role would be if I did go into labour. I wasn’t made aware who I should call and only got this information, after a lot of persisting for it, a week or two before my due date.

    I waited a long time for the midwife to come and when she did come, she expressed her views that I should go to the hospital as my blood pressure was too high. When I got to the Hospital I wasn’t comfortable being on my back but I got a lot of pressure to stay on it.

    I stood up for myself and found the best postition for me. I had no pain relief and being on my back was causing me too much pain so I squatted, luckily my mother was there to explain to the midwife that being on your back wass not necessarily the best thing for the mother and baby. I had my baby squatting as this was the best postition for me.

    If I was to have another baby I would again pick a home birth and I doubt it very much that I would lie on my back.

    I agree it should be the mother’s choice if she wants to move around and what postition she wants to be in. After all it is her experience and she is the only one going through it.

    I agree completely that it should be

    • Hello! Thank you so much for sharing your birth story. It’s really sad that some midwives are not supporting home birth as they should be in England. You can check some informations at the website: http://www.homebirth.org.uk/homebirthuk.htm. It says that ” Midwives should support women’s informed choice, even if that means the midwife should improve her training and skills, or if her employer claims that it does not have the resources. It states that the denial of a homebirth service affects women just as much as denying them a hospital birth service”.
      And comparing with many other contries like Brazil, the system there Is amazing! There is aways place for improvement, and women should reclaim for their rigths as they did 30 years ago in England.

  4. Márcio disse:

    Olá,
    Impressiona-me constatar o quanto Gisele Bündchen é ligada a muitas questões importantes da vida no mundo.
    Isto é muito bom, para fazer um contraponto às idéias que muitos têm sobre ela, apenas com foco na sua atividade de modelo, ccomo se ela não tivesse tido valores em sua formação familiar.
    Um abraço!
    Márcio

  5. Aaron disse:

    In deference to and with all due respect to the Stones Jumpin’ Jack Flash birth in a hurricane, haha, and the amazing resiliency and human ability to adapt to the usually less than ideal conditions for pregnancy and birth, it seems like to me(albeit a male perspective) that whatever it takes for the mother to feel the most comfort, physically and emtionally, in every natural way possible would be the optimum birth method. As with abortion or childbearing, I concede a male’s perspective is often invalid and irrelevant, so it’s just opinion. I assume there is a high level of stress, particularly for the first time, so anything to reduce this like, eliminating financial concerns about the cost of the hospital visit(this is real in the US), having the mother’s loved one/s present to hold her hand through it all, and having the peace of mind that any and all medical equipment/expertise is present and available, would impart a valuable peace of mind to the mother and make it all as painless as possible, as it were, and offer the greatest chances of a healthy start for the baby’s life.

    peace, love, and friendship dear Gisele,
    <3

  6. Nivia Lopes disse:

    I would like to pinpoint here that it is not as easy as it is said in here.
    I have been living in London for 8 years and had my baby on an NHS hospital and their “Idea” of having only natural births cost my daughters life, who suffered from a Severe Meconium aspiration, dying 24 days later in Intensive care due to complications. She suffered so much during birth that she couldn’t cope.
    They forced me to go through a path that wasn’t chosen by me, the only person who could really decide what was better for me and my baby, just for the sake of keeping their “better” methodology of delivering a baby.
    All women should have the right to decide whether they want to have a C-section or not, knowing the risks, and they, alone, should decide what they want.
    Let’s stop this campaign in saying that only natural is better. It’s better if it suits you otherwise it is aggression and punishment.
    Also, you don’t get to see the same midwife during the whole pregnancy, you see different ones with different ideas and temperaments that offend you as a human being sometimes.
    It’s easily said than done, but if you have to go through the whole process here in the UK you would know that it is nowhere near this perfection that you are stating here.
    I just hope you publish my comment in order to offer those who read this website a better view of the real world without fantasies.

  7. Juliana disse:

    Ótima matéria, parabéns! Toda mulher grávida tem que ler “Parto Ativo” da Janet, excelente livro para se quebrar paradigmas e redescobrir a “loba” que existe dentro de todas nos. Ju
    http://mhcmc.blogspot.com/

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