Você já foi vítima de cyberbullying? O nome pode soar estranho, mas essa é uma prática cada vez mais comum na vida dos internautas, especialmente entre o público jovem.
O bullying, que é caracterizado por atitudes agressivas, intencionais e repetitivas, geralmente praticado no universo escolar, agora ganha uma nova faceta no mundo virtual, através de perfis falsos no Orkut, Twitter e blogs anônimos.
“Ultimamente algumas meninas (mesmo eu mudando de sala, elas ainda me atormentam) andam me chamando de vaca pelo Orkut, pelos comentários de fotos da minha melhor amiga. Ela já tentou apagar, mas sempre colocam de novo”. Esse é o depoimento anônimo de uma jovem agredida virtualmente por colegas da sua escola, em Salvador, postado na comunidade “Sofro ou já sofri Bullying”, do Orkut.
De acordo com uma pesquisa envolvendo 2.160 internautas do país, com idades entre 10 e 17 anos, realizada em fevereiro de 2010 pela Safernet – ONG de defesa dos direitos humanos na internet – no Brasil, 33% dos adolescentes admitem ter um amigo que já foi vítima de cyberbullying.
A pesquisa visou levantar as questões da segurança virtual entre educadores e alunos para conhecer suas vulnerabilidades e anseios sobre o tema e foi intencionalmente publicada no Dia Mundial da Internet Segura (9 de fevereiro), data que tem o intuito de problematizar e orientar o uso adequado da rede, minimizando os riscos do universo online e denunciando possíveis abusos.
Outro grande perigo virtual também apontado é o compartilhamento impensado de imagens e informações. Segundo a Safernet, um em cada 10 jovens já enviou ou publicou fotos íntimas ou sensuais na Internet. “Muitas vezes, crianças e adolescentes não percebem que o conteúdo disponibilizado na internet pode ser acessado por milhares de pessoas, em todo o mundo. E quem acessar essas imagens e informações pode também manipular o que está divulgado”, alerta o especialista em Tecnologia da Informação, Gilberto Sudré, em entrevista ao Portal Aprendiz.
Mas o que fazer para não cair nessas armadilhas? Restringir o acesso dos jovens a sites de relacionamento? Exigir que os pais fiscalizem e controlem as atividades virtuais de seus filhos? Trata-se de uma discussão polêmica que vai desde a liberdade individual até os riscos que a falta de controle pode levar. Não creio que seja possível chegar a uma única solução que abranja a complexidade do tema, pois corremos o risco de criar mecanismos repressores que, ao invés de resolver a questão, podem gerar muito mais revolta e potencializar comportamentos de risco. Um caminho interessante seria o de fomentar políticas públicas de incentivo a iniciativas como a da ONG Safernet, trazendo a discussão à tona na mídia, nas escolas e onde quer que seja necessário, atendendo às demandas dos usuários da rede e de outros atores sociais interessados.
Não dá para dizer que a internet é um problema, pelo contrário, ela revolucionou a forma de lidarmos com o outro e com o mundo e hoje é difícil pensar nas relações sociais completamente “offline”. O que está em jogo, portanto, é o uso que estamos fazendo dessa ferramenta e a forma como lidamos com suas potencialidades e falhas. Esse é um problema social e político relevante que não pode ser ignorado.
Mas o que fazer para não cair nessas armadilhas? Restringir o acesso dos jovens a sites de relacionamento? Exigir que os pais fiscalizem e controlem as atividades virtuais de seus filhos? Trata-se de uma discussão polêmica que vai desde a liberdade individual até os riscos que a falta de controle pode levar. Não creio que seja possível chegar a uma única solução que abranja a complexidade do tema, pois corremos o risco de criar mecanismos repressores que, ao invés de resolver a questão, podem gerar muito mais revolta e potencializar comportamentos de risco. Um caminho interessante seria o de fomentar políticas públicas de incentivo a iniciativas como a da ONG Safernet, trazendo a discussão à tona na mídia, nas escolas e onde quer que seja necessário, atendendo às demandas dos usuários da rede e de outros atores sociais interessados.
Há 1 comentário para “Mundo Virtual: Riscos e Possibilidades”
“Think in good things is a universal language of the world. The best communication is good for us”.
When you learn how to live maybe you like to do many things differents. This is a start to do and know the best life.
EBER FERREIRA DOMINGUES DA COSTA.
EFD.