Procurei no dicionário o significado das palavras pobre e pobreza e lá dizia, respectivamente, desprovido ou mal provido do necessário, estéril, que produz pouco; e estado do que ou de quem é pobre, miséria, penúria, indigência. Curiosa, procurei também a definição de rico e me surpreendi com alguns significados: quem tem muitos bens, abundante, magnífico; magnificente, feliz, bom, contente.
Não sei se vocês notaram, mas percebo que os significados refletem muito do que a sociedade prega culturalmente como o certo. Porém, não é bem assim que a banda toca, não é mesmo? Desde quando abundância financeira é sinônimo de felicidade e bondade? E que pessoas pobres não produzem? O que acontece é que as pessoas com dinheiro sabem quais ferramentas utilizar para fazer o dinheiro render, através da educação. Pessoas mais humildes, muitas vezes sem formação educacional, acabam se limitando a cargos mais braçais. Entretanto, não é porque eles não têm condições de pagar uma boa faculdade ou terminar os estudos, que eles não sejam capazes de ter uma vida digna e feliz.
A Organização das Nações unidas (ONU) estabeleceu que o período de 2008 a 2017 será a década para tentar erradicar a pobreza mundial, com foco na pobreza extrema, ou seja, temos muito trabalho pela frente. As instituições políticas, os governos e as relações internacionais terão que cada vez mais estreitar suas ações, de forma que um país ajude o outro, fazendo com a economia mundial se eleve, gerando mais empregos e fazendo com que as crianças e jovens tenham um maior acesso ao ensino, porém tendo também uma maior qualificação do mesmo.
Mas convenhamos, para que tudo isso realmente ocorra, teremos que ser muito otimistas. A pobreza é, infelizmente, uma marca histórica mundial. O sociólogo Karl Marx já defendia a ideia de união dos proletariados contra os burgueses, de forma a acabar com o capitalismo para reinar o comunismo e assim diminuir as desigualdades sociais e proporcionar a todos a chance de ter um futuro promissor.
Porém, não foi bem isso que aconteceu. O capitalismo tem se fortificado cada vez mais e os “proletários”, como eram chamados os pobres por Marx, têm ficado cada vez mais prisioneiros dessa força máxima das transações de capitais e de empreendimentos, o capitalismo.
Para que a ONU consiga atingir seu objetivo de acabar com a fome, miséria, diminuição de doenças e outros fatores cruciais que caracterizam as pessoas desprovidas de bens capitais, ela deverá contar com uma grande mobilização não só nossa, mas principalmente governamental e de empresas e indústrias que comandam um grande número de empregos. Assim, haverá maior circulação de dinheiro, maior incentivo aos estudos e mais oportunidades a todos. Essa é uma batalha de todos nós. Vamos abraçá-la e fazer dar certo. Pessoas com coração e com mentes brilhantes, uni-vos!
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